Jogo de Búzios


O Jogo de Búzios é um oráculo divinatório que chegou ao Brasil na época colonial (1500-1822). Os negros africanos, capturados e trazidos para cá na forma de escravos, na grande maioria, sacerdotes de várias nações religiosas da África, introduziram o culto aos ancestrais nas terras brasileiras, a fim de manter a crença e a religiosidade nos deuses africanos.

O Brasil, por ser um país tropical, apresentava uma vasta vegetação, cachoeiras, mares e rios; tudo isso proporcionou a adaptação do culto aos Orixás e suas manifestações, mantendo o máximo de fidelidade possível ao que era praticado na África.

No culto afro-brasileiro, os adeptos e curiosos à essa crença buscam obter previsões acerca dos acontecimentos que virão. Portanto, recorrem ao Oráculo de Ifá, mais conhecido como Jogo de Búzios. É através desse oráculo que o Zelador ou Olhador (nome dado a quem fora iniciado no culto à Ifá), realiza as previsões, baseando-se nas mensagens trazidas dos Orixás por meio da caída dos búzios na peneira. Exu é a divindade que revela as tendências frente aos acontecimentos advindos dos deuses para os homens, enquanto o Zelador interpreta as mensagens através do ODU, presságio, destino, os quais direcionam potenciais acontecimentos e tendências para o consulente.

Alguns outros Orixás são popularmente cultuados no Brasil, dentre eles: Ogum, Oxóssi, Xangô, Iansã, Oxum, Obá, Iemanjá, Oxalá, dentre outros. Na África, os Odus são repetidos e somados a um número de aproximadamente 1200, e muitos outros orixás são cultuados, a depender da nação e crendice. 

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